Miguel Portas, eurodeputador e dirigente do Bloco de Esquerda, tem-se distinguido pela defesa daquilo que considera ser o “legítimo direito à desobediência civil” por parte dos energúmenos que vandalizaram a plantação de milho no Algarve. A este respeito, gostava de colocar uma questão a Miguel Portas: Se um grupo de ‘activistas pacíficos’ de extrema direita lhe vandalizasse a casa, o escritório ou o carro, também defenderia o direito deles à “legítima desobediência civil”? Ou o direito à desobediência é algo que varia consoante as causas e as cores políticas?
É triste como alguma esquerda ainda pensa que os fins justificam os meios.